O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou uma nova atualização do Cadastro de Empregadores que mantiveram trabalhadores em condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. Reconhecido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o cadastro integra o Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo e é uma das principais ferramentas de combate a essa violação de direitos humanos no Brasil.
Nesta atualização, onze empregadores do estado de Mato Grosso foram incluídos na lista, após fiscalizações que constataram a submissão de trabalhadores a condições degradantes, jornadas exaustivas, restrição de liberdade e outras formas de exploração.
Confira os nomes dos empregadores e a quantidade de trabalhadores resgatados em cada caso:
RC Mineradora Ltda – Alta Floresta: 10 trabalhadores
Tomas Andrzejewski – Vila Bela da Santíssima Trindade: 7 trabalhadores
Madeireira Medianeira – Nova Maringá: 7 trabalhadores
Guizardi Junior Construtora e Incorporadora Ltda – Chapada dos Guimarães: 5 trabalhadores
Manoel dos Santos – Cuiabá: 3 trabalhadores
Tomaz Edilson Filice Chayb – Nova Xavantina: 3 trabalhadores
Roberto dos Santos – Comodoro: 2 trabalhadores
Eduardo Antônio Barros da Silva – Nova Xavantina: 1 trabalhador
Wilson José de Andrade Guedes – Chapada dos Guimarães: 1 trabalhador
Welmiston Aparecido Oliveira Borges – Cáceres: 1 trabalhador
Vilson Balotin – União: 1 trabalhador
A inclusão na “Lista Suja” ocorre após o encerramento do processo administrativo que comprova a prática de trabalho análogo ao escravo. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos e, nesse período, os empregadores são monitorados pelo governo federal.
Empresas e instituições financeiras utilizam o cadastro como referência para decisões de crédito, investimentos e parcerias comerciais, como forma de promover responsabilidade social e prevenir violações nas cadeias produtivas.
Fonte reprodução: Ubiratã 24 Horas.