Feminicídio expõe horror silencioso: menino autista de 13 anos morre de fome, após mãe ser vítima de feminicídio

Redação Boa Notícias

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que o adolescente Bernardo Lucas de Araújo Ribeiro, de 13 anos, morreu de fome após permanecer oito dias sozinho e trancado em um quarto, em um apartamento de Belo Horizonte. O menino, que era autista e totalmente dependente da mãe, teve a morte diretamente ligada ao feminicídio de Heddy Lamar de Araújo, de 44 anos, ocorrido em setembro de 2024.

As conclusões do inquérito foram divulgadas nesta segunda-feira (22). Conforme a investigação, Heddy deixou o filho sozinho durante a madrugada, ao sair do imóvel localizado no bairro Jardim Guanabara, na região Norte da capital. Imagens de câmeras de segurança mostram que ela solicitou um carro por aplicativo e seguiu até a região do Hospital Risoleta Neves, onde encontrou o companheiro, Bruno Alexandre Ferreira, de 37 anos.

Segundo a polícia, a mulher foi levada pelo suspeito até uma área isolada no município de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o crime foi cometido de forma premeditada. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Heddy morreu por asfixia, embora o corpo apresentasse também perfurações causadas por objeto cortante.

O corpo de Bernardo só foi localizado após a identificação da morte da mãe. Ao entrarem no apartamento, os policiais encontraram o adolescente já sem vida. O laudo pericial confirmou que ele morreu por inanição, uma vez que dependia integralmente da mãe para necessidades básicas, incluindo a alimentação.

Bruno Alexandre Ferreira foi preso preventivamente no dia 18, no município de Santa Luzia. Ele negou envolvimento nos crimes, mas apresentou versões contraditórias durante o depoimento. O suspeito foi indiciado por feminicídio e também por homicídio por omissão, em razão da morte do adolescente.

Compartilhe esta notícia