Moradores de Boa Esperança do Norte vivem dias de insegurança, prejuízos e indignação diante das constantes quedas e da falta prolongada de energia elétrica em diversos pontos do município. Bairros inteiros e até áreas centrais da cidade têm sido afetados por falhas no fornecimento, provocadas, segundo relatos, por estouro ou queima de transformadores, situação que se arrasta há dias sem solução definitiva.
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O problema já ultrapassa o limite do tolerável. Comerciantes relatam prejuízos financeiros significativos, com empresas que estão de portas fechadas desde a última quinta-feira, impossibilitadas de funcionar sem energia elétrica. Alimentos perecíveis foram perdidos, equipamentos ficaram inutilizados e serviços essenciais precisaram ser suspensos.
A situação se torna ainda mais delicada quando envolve famílias com crianças pequenas, pessoas com filhos no espectro autista, idosos e moradores que dependem de energia para cuidados básicos de saúde e bem-estar. Além disso, a instabilidade no fornecimento compromete a internet e os meios de comunicação, isolando a população e dificultando até mesmo pedidos de ajuda ou informações oficiais.
O que mais revolta os moradores é a postura adotada pela concessionária Energisa, responsável pelo serviço no município. Segundo a população, a empresa tem demonstrado descaso no atendimento, com falta de informações claras, respostas evasivas e nenhuma previsão concreta para a substituição dos transformadores danificados ou para o restabelecimento total da energia.
“Ligamos, abrimos protocolos, mas não temos retorno. Não dizem quando vão resolver, não dão uma posição correta. É como se a cidade não existisse”, relata uma moradora, que preferiu não se identificar.
A ausência de comunicação transparente e de ações efetivas agrava ainda mais o cenário, deixando a população refém da incerteza. Em um município em crescimento, a precariedade do serviço essencial levanta questionamentos sobre a qualidade da infraestrutura elétrica e o compromisso da concessionária com os consumidores.
Diante do cenário, moradores cobram providências urgentes, fiscalização dos órgãos competentes e uma resposta imediata da Energisa. A falta de energia deixou de ser apenas um transtorno e passou a representar um problema social, econômico e humano, afetando diretamente a dignidade e a rotina de quem vive em Boa Esperança do Norte.
Enquanto soluções não são apresentadas, a população segue no escuro — literalmente — aguardando respeito, responsabilidade e ações concretas por parte de quem deveria garantir um serviço essencial.
