Casal estaria em uma caminhonete preta e teria dito que produtos eram sobras de uma feira; vítima afirma que nota fiscal prometida nunca foi enviada
Uma mulher procurou a Polícia Civil depois de afirmar ter sido vítima do chamado “golpe da panela” em Nova Ubiratã. O caso aconteceu no estacionamento de um mercado quando a mulher estava sozinha dentro do carro, com a porta aberta e utilizando o celular e foi abordada por um homem que começou a oferecer um kit de panelas.
Ela relatou que a abordagem teria sido extremamente insistente e constrangedora. O vendedor teria afirmado que era do Sul e que os produtos haviam sobrado de uma feira, motivo pelo qual estariam sendo vendidos com um suposto desconto especial antes de o casal deixar a cidade.
O homem estaria acompanhado de uma mulher e de uma criança. O grupo estava em uma caminhonete preta.
Pressão para fechar a compra
Conforme o relato, diante da insistência e da pressão durante a abordagem, a mulher acabou aceitando comprar o kit.
No momento do pagamento, a mulher que acompanhava o vendedor teria descido da caminhonete para participar da operação com o cartão.
Os vendedores teriam informado ainda que a nota fiscal seria encaminhada posteriormente pelo WhatsApp. Porém, de acordo com a vítima, o documento nunca chegou, mesmo depois de tentativas de contato.
Outro comportamento chamou a atenção: logo após a conclusão da venda, o homem teria entrado rapidamente na caminhonete e deixado o estacionamento.
Desconfiança começou logo depois
Ao chegar em casa e analisar com mais calma o que havia acontecido, a compradora começou a desconfiar que poderia ter caído em um golpe.
Ela tentou cancelar a operação pelo aplicativo bancário, mas afirmou que não conseguiu fazer o procedimento naquele horário.
As panelas sequer chegaram a ser utilizadas e permaneceram guardadas. O conjunto comprado também continha talheres plásticos.
A mulher contou ainda que passou a pesquisar situações semelhantes na internet e encontrou reclamações de consumidores relatando abordagens parecidas envolvendo vendedores de panelas em estacionamentos de supermercados.
Diante das circunstâncias, ela procurou as autoridades e relatou ter se sentido enganada e induzida a realizar a compra.
