Brasileiro de 22 anos morre em combate na Ucrânia; família tenta trazer corpo ao Pará

Redação Boa Notícias

O brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu em combate na guerra da Ucrânia no dia 30 de outubro, segundo familiares. A família, da cidade de Tucuruí, no sudeste do Pará, recebeu a confirmação no sábado (31) e tenta obter informações sobre o ocorrido e viabilizar o traslado do corpo para o Brasil.

Até esta segunda-feira (2 de novembro), os familiares não tinham informações sobre a localização exata e a liberação do corpo, nem previsão de quando seria possível realizar o transporte para o território paraense.

Nas redes sociais, a irmã do jovem, Beatriz Fernandes Correa, relatou que já procurou o consulado e o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty. Segundo ela, a busca por respostas enfrenta dificuldades relacionadas à documentação, aos procedimentos necessários e à diferença de fuso horário.

Conforme o relato da família, a missão militar da qual Hendrick participava ainda não havia sido totalmente concluída, o que dificultava o acesso a informações oficiais. Os familiares afirmam que, até então, recebiam principalmente relatos de outros combatentes.

A principal preocupação é a possibilidade de resgate. Segundo Beatriz, o irmão estava em uma área onde a presença de combatentes e o risco de novos ataques impedem a retirada do corpo com segurança. Diante desse cenário, a família teme não conseguir recuperá-lo.

Além de buscar esclarecimentos sobre a morte, os familiares esperam receber documentos e pertences pessoais do jovem. Entre os objetos mencionados pela irmã estão certificados, medalhas e a farda, que poderão ser usados para homenageá-lo. As declarações foram divulgadas em vídeos nas redes sociais e repercutidas pelo Metrópoles.

Beatriz também agradeceu as mensagens de solidariedade e criticou pessoas que procuraram a família para perguntar como participar da guerra e obter contatos de recrutadores, em meio ao luto.

Em nota reproduzida pelo Metrópoles, o Itamaraty informou que permanece à disposição para prestar assistência consular por meio da Embaixada do Brasil em Kiev. O ministério também reiterou os alertas sobre os riscos de viajar à Ucrânia e de aceitar propostas para integrar forças militares estrangeiras.

As circunstâncias exatas da morte de Hendrick e a possibilidade de recuperação do corpo ainda dependem de esclarecimentos.

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