Sorriso: STJ mantém Gabriel Tacca preso; ele é acusado de mandar matar amigo após descobrir suposta traição

Redação Boa Notícias

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de planejar a morte do amigo Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, em Sorriso. Segundo a investigação, o crime teria sido motivado pela descoberta de um suposto relacionamento entre a vítima e a esposa do empresário.

A decisão foi assinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik em 29 de outubro.

No recurso, a defesa pediu a revogação da prisão ou a adoção de medidas alternativas, como tornozeleira eletrônica. Os advogados questionaram a fundamentação da custódia e alegaram que o tempo transcorrido desde o crime não justificaria a permanência do empresário na cadeia.

Ao analisar o pedido, Paciornik considerou que os indícios de planejamento, dissimulação e atuação conjunta dos acusados demonstram risco à ordem pública. O ministro também apontou a suposta tentativa de alterar a cena do crime e dificultar a apuração. Para ele, os fundamentos da prisão continuam atuais e medidas alternativas seriam insuficientes.

O ataque ocorreu em março de 2025, em uma distribuidora de Gabriel, em Sorriso. Conforme a acusação, Ivan foi atraído para uma emboscada e esfaqueado por Danilo Carlos Guimarães, apontado como executor. Gabriel teria participado do planejamento e, depois, levado o amigo ao hospital para sustentar a versão de uma briga de bar.

Ivan sobreviveu inicialmente aos ferimentos, passou por cirurgia, mas morreu em 13 de abril. A investigação, conduzida pela Polícia Civil na Operação Inimigo Íntimo, contestou a versão de uma confusão ocasional e apontou que o ataque teria sido preparado.

Gabriel e Danilo respondem por homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a decisão, o empresário permanece preso preventivamente enquanto a ação penal segue na Justiça de Mato Grosso. A manutenção da prisão não representa condenação pelo crime.

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