Equipes da Polícia Civil de Mato Grosso e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizaram, nesta sexta-feira, uma fiscalização em uma distribuidora de bebidas localizada em Várzea Grande, apontada como fornecedora de whiskies suspeitos de adulteração para supermercados do interior do Estado.
Durante a operação, foram retidas mais de 7 mil garrafas de bebidas destiladas da marca investigada.
A ação faz parte de uma investigação iniciada nesta semana, após operações de fiscalização nas cidades de Água Boa, Nova Xavantina e Barra do Garças, onde foram apreendidas diversas garrafas de whisky com indícios de falsificação.
As fiscalizações ocorreram depois que a Vigilância Sanitária acionou a Polícia Civil, denunciando que várias pessoas passaram mal na região do Araguaia entre os dias 11 e 14 de outubro, logo após consumirem bebidas alcoólicas. Uma das vítimas permanece internada em Goiânia (GO) com suspeita de intoxicação por metanol.
De acordo com o delegado Rogério Ferreira, titular da Delegacia do Consumidor (Decon), a distribuidora de Várzea Grande foi apontada como fornecedora das bebidas suspeitas vendidas nos supermercados fiscalizados.
“Ainda não há confirmação de falsificação. O material foi retido por ser da mesma marca consumida em Água Boa e por apresentar divergências entre os números de lote das caixas e das garrafas. A retenção é uma medida preventiva, até que as análises laboratoriais e a investigação sejam concluídas”, explicou o delegado.
Nesta semana, Mato Grosso também registrou o primeiro caso confirmado de intoxicação por metanol em bebida alcoólica no Estado. A vítima é um jovem de 24 anos, morador de Várzea Grande, que apresentou sintomas como visão turva, confusão mental, dor abdominal e vômitos após consumir uma bebida de procedência duvidosa.
O rapaz não corre risco de morte, mas sofreu lesão ocular irreversível, uma das complicações mais graves causadas pela exposição ao metanol. A Polícia Civil também investiga este caso.
Fonte reprodução: Gazeta Digital.
