Moradores do distrito de Piratininga vêm vivendo um clima de medo e revolta após uma sequência de invasões domésticas nas quais o suspeito, apelidado por vizinhos de “cagão de Piratininga”, não só furta objetos como também deposita fezes nas casas das vítimas. Os episódios, segundo relatos locais, têm ocorrido principalmente de dia enquanto os moradores estão fora das casas trabalhando, alguns moradores e já motivaram queixas formais junto às autoridades.
Segundo moradores ouvidos pela nossa reportagem (ouvidos sob condição de anonimato), o invasor normalmente arromba portas ou janelas de casas sem sistema de alarme, revira cômodos em busca de objetos de valor e, antes de sair, faz gesto de agressão psicológica ao deixar fezes em móveis, chão ou roupas, aumentando o sofrimento das famílias afetadas.
“Entraram pela janela enquanto estávamos fora. Levaram algumas coisas, mas o pior foi encontrar toda a casa suja com fezes — “minha filha ficou em choque depois que ele “acabou” com os ursos de pelúcia dela após invadir nossa casa”, relata uma moradora. Outro vizinho afirma que o invasor já foi visto circulando a pé nas ruas próximas às residências atingidas durante a tarde.
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As vítimas registraram boletins de ocorrência na delegacia local, segundo informações levantadas no bairro. A polícia Militar da região foi acionada e, conforme moradores, investiga os casos e infelizmente ficam de mãos atadas por se tratar de um menor infrator.
Ainda que a investigação esteja em andamento, moradores pedem maior presença policial nas ruas e medidas rápidas de proteção às residências – especialmente porque, além do furto, o ato de espalhar fezes configura agressão e pode envolver crimes contra o patrimônio, além de configurar uma conduta passível de enquadramento por danos, perturbação e crime contra a saúde pública.
Impacto social e psicológico
Além do prejuízo material, além dos gastos para colocar sistema de monitoramento nas casas, as invasões têm causado abalo emocional: famílias relatam medo de dormir em casa, insegurança para deixar crianças sozinhas e transtorno pela contaminação dos ambientes. Psicólogos consultados por moradores ressaltam que a violência simbólica — humilhação e repulsa causadas pelo ato de sujar intencionalmente o lar — pode gerar ansiedade, insônia e sensação de violação prolongada.
Medidas recomendadas às vítimas
Se você sofreu esse tipo de invasão as orientações são:
- Registre boletim de ocorrência (B.O.) na delegacia local o quanto antes.
• Preserve possíveis provas (fotos, vídeos de câmeras, pegadas) e evite tocar em materiais contaminados.
• Procure serviços de limpeza e desinfecção profissional quando houver contato com fezes; trate o material como risco biológico.
• Informe vizinhos e organize vigilância comunitária — grupos de WhatsApp ou vizinhança solidária podem ajudar a monitorar movimentos suspeitos.
• Avalie reparos em portas, trancas e instalação de iluminação externa e câmeras de segurança.
• Procure apoio psicológico se houver sinais de trauma.
Reação da comunidade
A população do bairro tem se organizado em mutirões de vizinhança e aumentado a vigilância noturna. Alguns moradores também têm divulgado avisos e fotos (quando disponíveis) para alertar outros residentes e tentar identificar o autor.
Enquanto a investigação corre, o sentimento entre os moradores é de urgência por medidas de proteção e por uma resposta eficaz das autoridades para interromper as ações do suspeito apelidado de “cagão de Piratininga”. Quem tiver informações que possam ajudar a apuração é orientado a comunicar a polícia local ou o disque-denúncia de sua região.
