Lumar Costa da Silva, homem que arrancou o coração da própria tia, Maria Zélia da Silva, em 2019, em Sorriso, atacou a mãe de sua filha recentemente. O assassino, considerado inimputável pela Justiça, estava vivendo em liberdade há cerca de cinco meses, usando celular com redes sociais ativas e circulando normalmente pelas ruas de São Paulo, onde estava morando com o pai.
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Agora, por determinação judicial, ele deve retornar à internação psiquiátrica. Para a família da vítima, a violência já era anunciada. “O meu medo era esse. Quem seria a próxima vítima?”, declarou Patrícia Cosmo, filha de Maria Zélia, morta de forma brutal pelo próprio sobrinho.
“Ele é um bandido, uma pessoa perigosa… Não deixa de ser um psicopata”, disse durante entrevista ao Cadeia Neles, da TV Vila Real, nesta terça-feira (18/11).
Lumar matou a tia dentro da própria casa, arrancou o coração da vítima e confessou sem demonstrar arrependimento. Disse que “ouviu vozes” do universo que o orientaram a cometer o crime. Depois de três laudos psiquiátricos, a Justiça concluiu que ele sofria de transtorno afetivo bipolar e não tinha capacidade de entender o
caráter ilícito do crime, o que o tornou inimputável, livrando-se do Júri Popular.
Em dezembro de 2021, foi internado no Adauto Botelho, em Cuiabá. Mas, em 2025, veio a alta médica. Patrícia denuncia que as regras impostas para a liberdade não estavam sendo cumpridas. “Ele não estava indo ao CAPS. O oficial de Justiça foi atrás e não encontrou”, denunciou.
Pouco depois, a família percebeu que Lumar estava ativo nas redes sociais. “A primeira coisa que ele fez foi baixar redes sociais. Já tinha Instagram, Facebook, vivendo livremente como uma pessoa sem histórico de crime”, disse a prima.
Ela diz que a frieza permanecia. “A mudança de comportamento é só quando convém. Eu que convivi com ele sei que ele é muito articuloso”, declarou.
Recentemente, Lumar procurou a ex-companheira, com quem tem uma filha, e a agrediu. “Ele falou: ‘Eu vou conseguir sair. E ele conseguiu, entendeu? Então assim, só quem conviveu, só quem conhece ele sabe, né? A frieza que ele tem, né? E que ele pode vir, assim, a cometer outros delitos, sim, né? Isso aí é certeza, é nítido. E eu
Imaginei que ele ia atrás da ex-mulher dele, porque, né? Já foi um término meio conflituoso na época, quando ele separou dela”, emendou.
Uma decisão do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, publicada na terça-feira (11), determina que Lumar seja reconduzido ao CIAPS Adauto Botelho para uma nova avaliação do quadro clínico.
