A resposta das forças de segurança em Sorriso foi rápida e objetiva. Cerca de uma hora e meia após o anúncio do plano emergencial para enfrentamento da violência no município, a Polícia Judiciária Civil (PJC) prendeu um dos suspeitos envolvidos na execução brutal da jovem Graziela Cristina da Silva Alves, de 18 anos. A prisão ocorre em meio a um cenário alarmante, com seis homicídios registrados em apenas 14 dias, situação que acendeu o sinal de alerta e levou as autoridades a adotarem medidas emergenciais para conter a criminalidade.
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O caso de Graziela ganhou grande repercussão pela extrema crueldade empregada na ação criminosa. Conforme apurado pelo site JK Notícias, a jovem foi morta durante a madrugada, após três indivíduos invadirem um conjunto de kitnets no bairro Novos Campos, na zona Leste de Sorriso. Ela foi enforcada, imobilizada e, em seguida, assassinada com um golpe de faca no pescoço.
A prisão representa a primeira resposta prática da Polícia Civil após o delegado titular da PJC em Sorriso, Bruno França, anunciar publicamente um plano emergencial para evitar que o município volte a viver um cenário semelhante ao registrado nos anos de 2022 e 2023, período marcado por confrontos entre facções criminosas.
Segundo informações apuradas pelo JK Notícias, Graziela foi morta na frente do irmão de apenas 12 anos e de outras crianças que também estavam na residência no momento do crime. A execução teria ocorrido após um chamado “julgamento” promovido por integrantes da organização criminosa Comando Vermelho, que buscavam informações sobre o paradeiro do namorado da vítima.
Ainda conforme apuração do JK Notícias, Graziela estava grávida quando foi covardemente assassinada. Pessoas próximas à jovem relataram que ela se recusou a informar a localização do companheiro, o que teria motivado a execução. O namorado seria integrante de uma facção rival e teria tido a morte encomendada pelo grupo criminoso.
Os suspeitos envolvidos no crime seriam três indivíduos, com idades entre 24 e 25 anos, de pele parda e estatura mediana. Após denúncias, os policiais se deslocaram até uma residência localizada na rua Colíder, onde localizaram um dos envolvidos. Ao perceber a presença da polícia, o suspeito tentou fugir e entrou em confronto corporal com os agentes, sendo contido e preso.
Durante as diligências, os policiais encontraram no interior da casa uma motocicleta que teria sido utilizada em um homicídio ocorrido no dia anterior, que vitimou um homem identificado como Adriano. Também foram apreendidas duas jaquetas idênticas às usadas pelos criminosos no assassinato de Graziela.
De acordo com o delegado Bruno França, o suspeito preso confirmou em depoimento que o grupo foi até a residência da jovem com a intenção inicial de torturá-la para obter informações sobre o paradeiro do namorado.
“O namorado era integrante de uma facção rival e teria realizado um ataque contra um dos envolvidos. Eles foram para torturar, mas como ela não entregou o paradeiro, acabaram matando a jovem. Essa é a versão apresentada por ele, mas a polícia ainda vai confirmar a motivação”, afirmou o delegado.
As investigações continuam em andamento e outros dois suspeitos seguem foragidos. O silêncio momentâneo das autoridades faz parte da estratégia policial para não comprometer as investigações e facilitar a localização e prisão dos demais envolvidos.
