Boa Esperança do Norte: Vereador que pediu o CRAS e votou contra sua construção acusa presidente da Câmara de cometer crime após levantamento sobre moradores que precisam de casa popular no município

Redação Boa Notícias

Parece até piada, mas é fato. O mesmo vereador que solicitou a implantação do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e, posteriormente, votou contra a construção da unidade em Boa Esperança do Norte, volta a protagonizar mais uma gafe política no município.

 

Desta vez, o parlamentar passou a questionar e até acusar o presidente da Câmara Municipal de Vereadores, conhecido popularmente como vereador Marcão, por estar realizando um levantamento junto à população para identificar a real demanda por casas populares no município. A iniciativa tem como objetivo buscar recursos, verbas e projetos habitacionais, especialmente por meio do programa federal Minha Casa Minha Vida, voltado a famílias de baixa renda que não possuem condições de adquirir a casa própria.

O que chama atenção é que o levantamento realizado não se trata de nenhum ato ilegal ou irregular, mas sim de uma etapa básica e necessária para que o município possa pleitear investimentos junto ao Governo Federal. Para que os recursos sejam liberados, é exigido que o gestor ou representante apresente dados concretos, como o número de famílias que precisam de moradia, a faixa de renda dessas pessoas e a capacidade de pagamento das parcelas, que variam conforme o perfil socioeconômico dos beneficiários.

Sem essas informações, não há como formalizar pedidos ou sequer iniciar tratativas para a implantação do programa no município. O levantamento serve justamente para mapear a realidade habitacional de Boa Esperança do Norte e garantir que os projetos atendam, de fato, quem mais precisa.

À frente dessa iniciativa, a Câmara Municipal de Vereadores, por meio do presidente Marcão, tem se colocado de portas abertas à população, reforçando o compromisso com a transparência e com o atendimento direto aos moradores. O objetivo, segundo a presidência, é ouvir a comunidade, organizar os dados e buscar soluções concretas para reduzir o déficit habitacional no município.

Ainda assim, a ação virou alvo de questionamentos, o que gerou críticas e levantou dúvidas sobre a coerência do discurso político. Após episódios como esse, volta à tona a contradição: enquanto medidas voltadas ao desenvolvimento social são questionadas, discursos públicos seguem afirmando que não há qualquer atuação contrária aos interesses de Boa Esperança do Norte

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