A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva de Rairo Andrey Borges Lemos, acusado de assassinar o próprio filho, Davi Lucca, de apenas 2 anos, em janeiro deste ano, em Sorriso . Na mesma decisão, também foi negado o pedido da defesa para a realização de exame de sanidade mental no réu.
A decisão foi proferida na quarta-feira, 17 de junho, pelo juiz Rafael Depra Paninchella, da 1ª Vara Criminal da cidade.
De acordo com as investigações, o criminoso tirou a vida do filho pela não aceitação do término do relacionamento com a ex-companheira e mãe do menino.
Em pedido, a defesa dele solicitou a revogação da prisão preventiva, alegando que o acusado foi detido em sua residência sem oferecer resistência, colaborou com as investigações e não teria praticado qualquer ato para prejudicar a apuração dos fatos.
Além disso, o advogado argumentou que ele possui bom comportamento carcerário e deveria responder ao processo em liberdade, com base no princípio da presunção de inocência.
No entanto, em sua decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime e afirmou que a manutenção da custódia é necessária para garantir a ordem pública.
Na mesma decisão, Paninchella rejeitou o pedido para que o acusado fosse submetido a exame de sanidade mental. De acordo com o magistrado, a defesa não apresentou elementos técnicos que indicassem eventual incapacidade psíquica do réu.
Ainda segundo a decisão, testemunhas ouvidas durante a investigação, incluindo a mãe da criança, relataram que Rairo demonstrava pleno discernimento de seus atos à época do crime. Os depoimentos o descreveram como uma pessoa trabalhadora, educada e com plena capacidade mental.
Com isso, o acusado continuará preso preventivamente enquanto responde ao processo pelo assassinato do próprio filho.
Rairo Andrey Borges Lemos, 21, que é pai do pequeno Davi Lucca da Silva Lemos, de apenas 2 anos de idade, e que ele mesmo matou após deixar uma carta na qual relata sentimentos de ciúme, arrependimento pelo fim do relacionamento, pedidos de perdão e declarações direcionadas à ex-companheira, mãe da criança, confessou à polícia como matou o filho. Segundo as informações obtidas pelo JK, Rairo disse que colocou a criança no ombro, com o rostinho voltado para a coberta, e foi pressionando com o braço até que a criança não respirou mais.
Rairo deve ser indiciado por homicídio triplamente qualificado pelo motivo fútil, emprego de asfixia e contra pessoa menor de 14 anos, além de majorado por ser pai da vítima.
Na carta deixada por Rairo, ele afirma que não suportaria ver a ex-esposa com outra pessoa, assume a responsabilidade por seus atos e faz diversas referências ao filho do casal.
