A Polícia Civil prendeu Pedro Júnior Pereira Costa da Silva, de 45 anos, na noite desta última sexta-feira (19/06), em Dourados (MS), encerrando uma fuga que durava anos. O homem cumpria mandado de prisão definitiva pela morte de José Pereira Cabral, de 59 anos, proprietário de um pesqueiro em Sorriso. O Tribunal do Júri condenou Pedro a 12 anos de prisão por executar a vítima com três tiros em 2018.
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Polícia encontrou condenado escondido na periferia
Equipes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) e do Setor de Investigações Gerais (SIG) do 1º Distrito Policial de Dourados localizaram o condenado no bairro Monte Sião. A operação contou com apoio da Delegacia de Homicídios de Sorriso.
Segundo informações apuradas pelas autoridades, Pedro utilizava um nome falso e portava documentos do próprio filho para tentar escapar da Justiça. A Polícia Civil ainda investiga essa situação. Durante a abordagem, os policiais identificaram o foragido rapidamente e efetuaram a prisão sem qualquer resistência.
Logo após a captura, os agentes encaminharam Pedro para a custódia da DEPAC, onde ele permanece à disposição do Poder Judiciário.
Justiça encerra período de fuga
A Justiça de Mato Grosso expediu o mandado de prisão após a condenação transitar em julgado. Como não havia mais possibilidade de recurso, as autoridades executaram a ordem judicial para garantir o cumprimento da pena.
Por se tratar de uma prisão decorrente de sentença definitiva, a polícia não registrou um novo boletim de ocorrência. Agora, o Judiciário avaliará se transfere Pedro para uma unidade prisional de Sorriso ou se mantém o condenado em Dourados até uma nova decisão.
Além disso, a prisão representa o fim de um período de fuga que se estendeu por vários anos e mobilizou as forças de segurança dos dois estados.
O CRIME
José Pereira Cabral, de 59 anos, foi morto a tiros. O crime aconteceu em 12 de maio de 2018, quando a vítima, dona de um pesqueiro, foi surpreendida enquanto pescava sozinha. Segundo a acusação, Pedro efetuou três disparos de espingarda pelas costas, motivado pela recusa de José em permitir o uso do pesqueiro. A vítima foi encontrada viva pelo filho e identificou o autor dos disparos. O réu inicialmente negou o crime, mas posteriormente confessou após ser confrontado pela polícia.
“A vítima tinha um pesqueiro e o suspeito possuía um desentendimento com ela, já que a vítima não queria que ele continuasse pescando ali, tendo em vista que ele não auxiliava na ceva e no trato dos peixes”, explicou o delegado Nilson Farias.
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O suspeito foi preso em uma residência no bairro Jardim Tropical em Sorriso. Em depoimento, ele confessou o crime e indicou aos policiais onde escondeu a arma utilizada.
“Eles tiveram esse desentendimento há mais de um ano e ficou uma rusga pendente. Pedro fez dois disparos de arma de fogo, e ele [José] tentou correr, e o suspeito efetuou mais um disparo de arma”, contou Farias.
A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve, por unanimidade, a condenação de Pedro Junior Pereira Costa da Silva a 12 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de José Pereira Cabral, ocorrido em maio de 2018, na zona rural de Sorriso. O Tribunal também determinou a execução provisória da pena, ordenando a prisão imediata do condenado.
Julgado pelo Tribunal do Júri de Sorriso, Pedro foi condenado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa recorreu, alegando decisão contrária às provas, mas o relator, desembargador Juvenal Pereira da Silva, destacou que o veredicto estava sustentado por provas consistentes, incluindo testemunhos, confissão parcial e evidências materiais.