Lucas do Rio Verde: Adolescente foi morta após trocar CV por PCC e ameaçar rivais, diz delegado

Redação Boa Notícias

A adolescente Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, teria sido sequestrada e morta após deixar o Comando Vermelho (CV) e se aproximar do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi divulgada pelo delegado Arthur Almeida, responsável pela investigação do crime ocorrido em Lucas do Rio Verde.

Segundo o delegado, a jovem já havia sido apreendida anteriormente por envolvimento com o tráfico de drogas e mantinha contato com integrantes de organizações criminosas. A investigação aponta que, depois de mudar de facção, ela teria feito sinais ligados ao grupo rival e ameaçado outras adolescentes vinculadas ao CV.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que essas atitudes motivaram uma sentença do chamado “Tribunal do Crime”. A ordem para matar Claudia teria partido de integrantes da facção que estariam escondidos no Rio de Janeiro e foi repassada aos criminosos que atuavam em Mato Grosso.

Claudia desapareceu no dia 6 de agosto, após ser retirada à força de um hotel em Lucas do Rio Verde. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de três homens e uma mulher ao estabelecimento.

Conforme a investigação, inicialmente um homem e uma mulher entraram no hotel e ameaçaram o recepcionista para descobrir em qual quarto a adolescente estava. Depois, outro integrante entrou no local, retirou Claudia do quarto e a colocou em um Fiat Mobi branco.

A adolescente teria sido levada para uma região de mata, onde foi torturada e morta. O corpo foi encontrado no dia 13 de agosto, em uma área às margens da BR-163, na região de Sorriso, próximo à divisa com Lucas do Rio Verde.

Claudia estava com as mãos amarradas e uma corda no pescoço. O corpo apresentava sinais aparentes de agressões e indícios de asfixia. A causa oficial da morte ainda depende da conclusão dos exames periciais.

Durante as diligências, três suspeitos foram presos em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul, quando viajavam em um carro de aplicativo com destino ao Rio de Janeiro. Uma mulher de 22 anos teria contratado a viagem por R$ 1,5 mil.

Outro homem, apontado como responsável pelo transporte da adolescente, já havia sido preso com o Fiat Mobi utilizado no sequestro. Ele alegou que trabalhava como motorista de aplicativo e desconhecia o plano criminoso.

A Polícia Civil estima que pelo menos seis pessoas tenham participado diretamente do crime, além dos suspeitos de integrar a liderança responsável por determinar a execução. O caso continua sob investigação.

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