Uma mulher de 24 anos foi resgatada após permanecer cinco dias acorrentada e amordaçada dentro de uma casa usada como cativeiro, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O resgate foi realizado na sexta-feira (21) por policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste.
A vítima foi encontrada presa com algemas, cordas e uma corrente de ferro. Ela também estava com o rosto coberto por uma máscara, que, segundo a investigação, teria sido usada para impedir que os vizinhos ouvissem seus gritos.
Após ser libertada, a jovem relatou aos policiais que foi mantida sedada e estuprada diversas vezes pelo ex-companheiro. O suspeito, identificado como Ailton Rodrigues de Souza, foi preso em flagrante. A prisão dele foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça de Goiás.
Ver essa foto no Instagram
A mulher estava desaparecida desde segunda-feira (17), quando saiu de casa para fazer uma consulta e não retornou. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento. Essa teria sido a última vez que a jovem foi vista antes do desaparecimento.
O suspeito também havia sido dado como desaparecido. Ele foi localizado e abordado em uma via pública por policiais da CPE. Conforme a corporação, o homem tentou fugir e resistiu à abordagem, mas acabou detido. A análise de endereços ligados a ele levou os militares até uma residência no bairro América III, onde a vítima estava encarcerada.
Dentro do imóvel, os policiais apreenderam um carro, uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e medicamentos sedativos.
Carta encontrada no cativeiro
Durante as buscas, os policiais também encontraram uma carta escrita pela vítima e destinada à mãe. No manuscrito, a jovem dizia que estava bem e pedia: “Não chame a polícia”.
A carta mencionava ainda o carro da vítima, a escritura de uma casa e uma quantia entre R$ 30 mil e R$ 50 mil que seria deixada para os filhos. As circunstâncias em que o texto foi produzido são apuradas pela Polícia Civil.
Depois de receber alta, a jovem publicou um vídeo nas redes sociais agradecendo às pessoas que participaram das buscas. Ela afirmou estar com diversos ferimentos e relatou que o ex-companheiro teria colocado panos com ácido em sua boca durante as agressões. A vítima disse que havia encerrado o relacionamento em dezembro de 2025, mas o homem não aceitava a separação.
Ailton é investigado por sequestro, cárcere privado e estupro. A prisão preventiva não representa condenação definitiva, e o caso permanece sob investigação da Polícia Civil de Goiás.
