Sorriso: Irmã de agrônomo que matou esposa a facadas e tentou matar filhinha minimizou crime dizendo: “Foi trágico, mas pode acontecer”

Redação Boa Notícias

Uma nova informação envolvendo a família do engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, réu pelo feminicídio da esposa Gleici Keli Geraldo de Souza e pela tentativa de homicídio contra a própria filha, amplia a repercussão do caso que chocou Mato Grosso.

Segundo informações colhidas pelo JK, familiares de Daniel são acusados de tentar minimizar a gravidade dos crimes durante contatos mantidos após o assassinato. Em um dos relatos apresentados às autoridades, Fernanda Francieli Frasson, irmã de Daniel, teria chegado a afirmar: “Foi trágico, mas pode acontecer”

O relato foi feito pela filha de Gleici e irmã da criança que sobreviveu ao ataque. No documento, Caroline afirma que a menina ficou profundamente traumatizada depois de presenciar e sofrer a violência e que passou a receber acompanhamento psicológico.

Conforme as informações repassadas ao JK, a profissional responsável pelo acompanhamento chegou a recomendar que a criança não mantivesse contato com familiares do pai naquele momento, diante do risco de prejuízo à recuperação psicológica. Mesmo assim, familiares teriam continuado tentando se aproximar da menina.

Familiares foram até escola da criança

O JK teve a informação que em maio deste ano, dois familiares saíram de Sorriso e foram até a escola onde a menina estudava, em Tangará da Serra, sem comunicação prévia à irmã responsável por sua guarda.

Eles teriam manifestado a intenção de levar a criança para passear em um shopping, o que não foi autorizado. Após o episódio, segundo o relato, a menina voltou a ser atendida pela psicóloga e demonstrou medo de que familiares do pai aparecessem novamente de surpresa, agora que sabiam onde ela estudava e morava.

Caroline relatou ainda que passou a se sentir pressionada diante das tentativas de contato e pediu medidas protetivas para preservar tanto a própria saúde psicológica quanto a recuperação da irmã.

 

Caso já vinha provocando embate

A revelação ocorre poucos dias depois de uma nova disputa envolvendo os familiares de Daniel e o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa familiares de Gleici.

Conforme reportagem publicada pelo JKNOTICIAS.COM, familiares de Daniel questionaram a divulgação de vídeos relacionados ao caso, alegando que o material estaria ligado a processo sigiloso. Rodrigo rebateu e afirmou que os vídeos divulgados não estavam juntados ao processo naquele momento e que pretendia apresentá-los futuramente no Tribunal do Júri.

O advogado também afirmou que adotaria medidas jurídicas caso entendesse que informações falsas tivessem sido apresentadas às autoridades.

Feminicídio e ataque contra filha

Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, foi morta em 24 de junho de 2025, em Lucas do Rio Verde. Daniel foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio consumado contra a esposa e tentativa de homicídio contra a filha menor de idade, em contexto de violência doméstica. A denúncia foi recebida pela Justiça e ele se tornou réu.

A menina também foi atingida por golpes de faca, precisou ser internada em UTI e sobreviveu. Desde então, conforme os documentos apresentados, segue enfrentando as consequências psicológicas do episódio.

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