Há 21 anos, a Justiça passou a fazer parte ainda mais de perto da vida da população ubiratanense. Instalada oficialmente em 24 de setembro de 2005, a Comarca de Nova Ubiratã nasceu como um marco para os moradores que enfrentavam longas distâncias e dificuldades de deslocamento para buscar orientação e garantir direitos.
Antes da instalação, quem precisava recorrer ao Judiciário muitas vezes tinha que enfrentar a estrada até Sorriso, onde funcionava a comarca mais próxima. A chegada da unidade do Poder Judiciário de Mato Grosso no município possibilitou que o cidadão da região tivesse acesso a um serviço essencial sem precisar percorrer grandes distâncias.
Atualmente, a Comarca de Nova Ubiratã possui 12 servidores, entre efetivos e comissionados, e um acervo de 1.853 processos. Como Vara Única, atende não apenas a população da área urbana, mas também moradores dos distritos de Entre Rios, Novo Mato Grosso, Santa Teresinha do Rio Ferro e Santo Antônio do Rio Bonito.
A gestora-geral da unidade de Nova Ubiratã, Solange Lemos, está na comarca desde o início e conta que viu de perto a transformação provocada pela presença do Judiciário no município. Para ela, a instalação representou uma conquista para toda a comunidade, trazendo mais segurança, tranquilidade e dignidade no acesso aos serviços.
“É uma estrutura que aproxima a justiça das pessoas, proporciona mais dignidade no acesso aos serviços e contribui para que a população tenha os seus direitos reconhecidos e protegidos de maneira mais célere e efetiva. E eu me sinto muito feliz de fazer parte disso, fazer parte do Judiciário desde a instalação da comarca em 2005”, comenta a servidora.
A lembrança também faz parte da trajetória do advogado Nelson Terra, que já atuava em Nova Ubiratã quando a comarca foi inaugurada. Ele recorda que seus clientes, muitos moradores de distritos localizados a dezenas de quilômetros da cidade, precisavam se deslocar até outras cidades para participar de audiências. Segundo ele, alguns chegavam a percorrer mais de 100 quilômetros.
“Era muito penoso para a gente ir até Sorriso, até Sinop, dependendo do assunto. Então, nós tínhamos uma dificuldade muito grande, porque tem muito cliente que mora no interior, nas fazendas. Agora, temos a comarca aqui, onde somos atendidos”, relata Nelson, lembrando que a evolução tecnológica também trouxe novas possibilidades, como as audiências on-line.
Para a juíza de paz Irene Batista Mota Franciscone, a data representa motivo de orgulho e gratidão. Ela define a instalação da comarca como um marco para Nova Ubiratã e destaca a importância da presença do Judiciário para levar segurança e respeito à comunidade. Como cidadã e juíza de paz, Irene também celebra a oportunidade de contribuir diariamente com esse trabalho.
“Tenho o prazer de exercer meu trabalho como servidora pública desta comarca. Há 21 anos, no dia 24 de setembro, foi feita a instalação da comarca e isso foi um marco para todos nós, pois estamos falando de um órgão de grande importância e que transmite respeito e segurança para a sociedade”, argumenta a juíza de paz.
Ao completar 21 anos, a comarca também olha para o futuro e amplia sua presença junto à população. Neste ano, Nova Ubiratã recebeu a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e um Ponto de Inclusão Digital no Distrito de Entre Rios. Para a diretora do Foro da Comarca de Nova Ubiratã, juíza substituta Izabele Balbinotti, esses são exemplos de novos passos de uma Justiça que continua sendo construída.
“Celebrar esses 21 anos é reconhecer uma história construída por muitas mãos. Magistrados, servidores, profissionais que atuam diariamente no sistema de Justiça e, principalmente, a própria comunidade fazem parte dessa trajetória. Olhar para essa história também é reafirmar o compromisso de continuar aproximando o Judiciário da população”, afirma a juíza.
Bruno Vicente
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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