Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. Com o resultado, o petista conquista seu quarto mandato e se torna o primeiro brasileiro eleito quatro vezes para comandar o país.
A vitória marca uma reversão inédita nas eleições presidenciais desde a redemocratização: pela primeira vez, um candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu superar o adversário na votação decisiva.
Na primeira etapa, realizada em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia recebido 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença obrigou a campanha petista a buscar votos entre eleitores de outros candidatos e ampliar a mobilização para o segundo turno.
Durante a apuração deste domingo, o Datafolha projetou a vitória de Lula quando 86,41% das urnas estavam contabilizadas. Naquele momento, o presidente aparecia com 51,45% dos votos válidos, contra 48,55% de Flávio. Esses números correspondem à parcial utilizada na projeção e não ao resultado definitivo da totalização.
A campanha de Lula passou por mudanças depois do desempenho no primeiro turno. A equipe reforçou a comunicação digital, a mobilização de apoiadores e a apresentação de propostas para uma nova gestão. A recuperação levou o presidente a uma vitória que parecia incerta às vésperas da votação.
Aos 80 anos, Lula acrescenta uma nova conquista à trajetória iniciada no movimento sindical do ABC paulista. Ele venceu as eleições presidenciais de 2002 e 2006, governando por dois mandatos consecutivos, e retornou ao Palácio do Planalto após vencer Jair Bolsonaro em 2022. Agora, supera o filho do ex-presidente e assegura mais quatro anos à frente do Executivo federal.
O petista completa 81 anos na próxima terça-feira, 27 de outubro. Ao encerrar a nova gestão, em 2030, terá 85 anos e poderá acumular 16 anos no comando do Brasil, considerando seus quatro mandatos.
A posse para o novo mandato está prevista para 5 de janeiro de 2027. A mudança em relação à tradicional cerimônia de 1º de janeiro decorre da alteração constitucional que passa a valer nesta eleição e também se aplica ao presidente reeleito.
Entre os desafios da próxima gestão estarão a condução da economia, o equilíbrio das contas públicas e a construção de apoio no Congresso Nacional. A composição do Legislativo exigirá negociações com partidos de centro e articulação para aprovar as prioridades do governo.
