O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
