O JK Notícias foi informado de que os profissionais de saúde flagrados se recusando a auxiliar um idoso na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sorriso teriam sido desligados de suas funções.
O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (3), quando o paciente, bastante debilitado e sem condições de caminhar, chegou à unidade em um veículo de transporte por aplicativo.
Imagens registradas pela câmera instalada no automóvel mostram o momento em que os profissionais se aproximam com uma cadeira de rodas, mas orientam que o próprio idoso saia do veículo, mesmo diante das dificuldades apresentadas por ele.
A situação causou revolta na motorista, que havia levado o homem até a unidade de saúde e pediu ajuda para retirá-lo do carro.
Conforme as informações repassadas ao JK Notícias, os servidores envolvidos teriam sido demitidos após a repercussão do caso.
O CASO
Uma motorista de aplicativo denunciou uma situação que classificou como “humilhante e revoltante” durante o desembarque de um passageiro idoso na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sorriso, na tarde desta segunda-feira, 3 de agosto.
De acordo com o relato, a profissional transportava um homem que apresentava fortes dores, estava bastante debilitado e não conseguia caminhar. Ao chegar à unidade de saúde, ela teria sido orientada a entrar com o veículo no espaço destinado às ambulâncias, devido às dificuldades de locomoção do paciente.
Três profissionais teriam se aproximado do carro com uma cadeira de rodas, sendo duas mulheres e um homem. Conforme a motorista, uma das servidoras pediu que o idoso colocasse os pés para fora do veículo, porém ele não conseguia movimentar as pernas em razão das dores.
A motorista afirma que questionou se o profissional do sexo masculino poderia ajudar o paciente a sair do automóvel. Segundo ela, a servidora respondeu que permaneceria aguardando até que o próprio idoso conseguisse colocar os pés para fora.
“Eu perguntei se eles ficariam apenas olhando e ela disse que sim, que ficaria olhando até ele colocar os pés para fora. Ele estava com tanta dor que não conseguia mexer as pernas sozinho”, relatou.
Diante da situação, a própria motorista se ofereceu para retirar o passageiro. Ela afirma que precisou movimentar as pernas do idoso para fora do carro, segurá-lo por baixo dos braços e colocá-lo na cadeira de rodas.
Ainda segundo a denunciante, quando ela começou a ajudar o paciente, uma das profissionais deixou o local, enquanto os outros dois permaneceram próximos, mas sem prestar auxílio direto.
“Eles não fizeram nada. Em alguns momentos, ficaram até conversando sobre assuntos aleatórios. Eu tirei as pernas dele para fora, peguei pelos braços e coloquei na cadeira de rodas”, afirmou.
A situação teria sido registrada pela câmera instalada no veículo. A gravação ocorreu porque, por acaso, a motorista deixou a chave na ignição, mantendo o equipamento ligado durante o atendimento.
A profissional disse que continuou trabalhando durante o restante da tarde, mas permaneceu abalada com o episódio.
“Ele não era meu parente, mas fiquei muito mal com aquilo. Foi um sentimento de impotência e humilhação. Não consigo entender como um ser humano pode ser tratado daquela forma”, declarou.
O relato levanta questionamentos sobre o procedimento adotado durante a retirada de pacientes com mobilidade reduzida e sobre a assistência prestada na área de desembarque da unidade.
O JK Notícias deixa espaço aberto para que a direção da UPA de Sorriso, a Secretaria Municipal de Saúde e os profissionais envolvidos apresentem esclarecimentos sobre o ocorrido. O posicionamento poderá ser acrescentado à matéria assim que for encaminhado.
