Sorriso: Diarista confessa furto de joias na casa dos patrões, diz que só “gostava” de ouro e entrega envolvidos na receptação e derretimento dos ouros; Elenilde deu um prejuízo de R$ 50 mil em casal

Redação Boa Notícias

Uma investigação da Polícia Civil terminou com a prisão da diarista Elenilde Pereira Miguel de Oliveira, suspeita de furtar joias de uma residência em Sorriso, e de dois homens apontados como receptadores. O prejuízo atualizado da vítima é estimado em aproximadamente R$ 50 mil.

Parte das joias foi recuperada, mas várias peças teriam sido derretidas e revendidas antes da chegada dos investigadores. Conforme a Polícia Civil, Elenilde confessou que vinha retirando os objetos da residência e indicou as pessoas para quem vendia o ouro.

Desconfiança começou após desaparecimento de anel

Segundo informações colhidas pelo JK, a moradora percebeu inicialmente o desaparecimento de um anel de ouro em formato de ferradura, decorado com pequenos brilhantes.

Elenilde trabalhava na limpeza da residência e permanecia sozinha no imóvel durante parte do expediente. A proprietária decidiu verificar as imagens das câmeras de segurança e teria visto a funcionária mexendo em uma caixa onde eram guardados anéis.

Em determinado momento, a caixa teria sido empurrada para uma parte do móvel que não era alcançada pela câmera. A trabalhadora também teria perguntado à contratante onde as joias da família eram guardadas.

Dias depois, enquanto procurava acessórios que pretendia utilizar durante uma viagem a Sinop, a vítima percebeu que outras peças haviam desaparecido.

Entre os objetos relacionados estão colares, anéis, pulseiras, um pingente com a letra “T”, uma joia com pedra cinza e um escapulário pertencente ao marido da vítima. Algumas peças tinham valor sentimental e gravações personalizadas.

Inicialmente, o prejuízo havia sido estimado entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Após a conferência de outros objetos desaparecidos, o valor teria subido para cerca de R$ 50 mil.

Polícia afirma que imagens mostram os furtos

O delegado Paulo, responsável pelas diligências, explicou que a vítima apresentou as gravações internas da residência e manifestou desconfiança em relação à própria funcionária.

“Pudemos ver, realmente, nas filmagens internas da residência, a mulher realizando o furto desses objetos”, afirmou o delegado.

Com as gravações em mãos, os policiais foram até a casa de Elenilde para realizar questionamentos. Conforme a autoridade policial, ela confessou que praticava furtos sequenciais na residência.

A suspeita teria retirado apenas peças de ouro. Algumas semijoias teriam sido devolvidas ao lugar de origem, o que chamou a atenção dos investigadores.

“Ela só escolhia ouro. Algumas semijoias ela devolveu para o local. Ela só pegava ouro. A pessoa parece que é um pouco treinada para isso, conhece o material”, declarou o delegado.

Elenilde foi levada à Delegacia de Polícia Civil de Sorriso para ser ouvida e interrogada. Durante o procedimento, teria revelado para quem vendia os objetos furtados.

Ouro era derretido para impedir recuperação

As informações fornecidas pela suspeita levaram os investigadores a dois estabelecimentos, sendo um em Sorriso e outro em Lucas do Rio Verde.

No primeiro endereço, um homem foi preso após os policiais encontrarem ouro escondido. O material poderá pertencer à vítima e deverá passar por verificação.

A polícia também encontrou no local uma estrutura que seria utilizada para fundir o metal. Segundo a investigação, assim que recebia as joias, o suspeito derretia as peças e transformava o ouro em objetos menores, posteriormente vendidos a outras pessoas.

A prática dificultava a identificação e a recuperação das joias originais, principalmente daquelas que possuíam gravações e elevado valor sentimental.

O primeiro suspeito apontou o envolvimento de um segundo homem, localizado em Lucas do Rio Verde. Conforme o delegado, os dois mantinham uma relação comercial semelhante à de sócios ou de patrão e empregado.

O segundo investigado também teria afirmado informalmente que o ouro já havia sido derretido e que não seria mais possível recuperá-lo. A Polícia Civil, entretanto, não descartou a possibilidade de encontrar outras peças.

Os dois homens foram presos por suspeita de receptação qualificada no exercício de atividade comercial. Os nomes deles e as identificações dos estabelecimentos não foram divulgados.

Parte das joias foi recuperada

Parte do material foi localizada durante as diligências. Outras peças, segundo os próprios investigados, já teriam sido derretidas e revendidas para diferentes pessoas.

A Polícia Civil continuará as buscas na tentativa de recuperar mais objetos e reduzir o prejuízo financeiro e sentimental causado à família.

“Esperamos poder amenizar ou até totalizar o prejuízo da vítima, para que ela saia totalmente satisfeita com o nosso trabalho”, declarou o delegado.

Polícia alerta empresários e famílias

O delegado também alertou para o aumento de ocorrências envolvendo funcionários que se aproveitam da confiança de patrões para praticar furtos e desvios.

Entre os casos investigados estão transferências bancárias indevidas, saques, furtos de objetos dentro de residências e empresas, além da utilização de contas de empregadores para movimentações sem autorização.

A orientação é para que empresários e moradores adotem mecanismos de controle, acompanhem movimentações financeiras, restrinjam o acesso a objetos de valor e comuniquem imediatamente qualquer situação suspeita às autoridades.

Elenilde e os dois homens presos deverão permanecer à disposição da Justiça. O caso continua sendo investigado para identificar outros possíveis envolvidos e compradores do ouro.

O JK Notícias mantém o espaço aberto para manifestação dos investigados, dos estabelecimentos mencionados e de suas respectivas defesas.

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