Um dos alvos da Operação Firewall, deflagrada pela Polícia Civil do Pará para combater um grupo investigado por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa, foi preso nesta sexta-feira (25) em Sorriso.
Segundo informações repassadas ao JK, que M.O.S, de 41 anos, estava trabalhando nas obras de duplicação da BR-163, em Sorriso, quando foi localizado e preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
A operação foi deflagrada na quinta-feira (24) pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC), por meio da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP), da Polícia Civil do Pará.
Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva, além de mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes estados e no Distrito Federal.
A ação envolve equipes policiais do Pará, Tocantins, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Ceará, Rio de Janeiro e Distrito Federal, além de apoio do Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Golpe provocou prejuízo de R$ 424,7 mil
A investigação teve início após um golpe registrado em 19 de dezembro de 2023 contra uma empresa do ramo de telecomunicações.
Conforme a apuração policial, o gerente financeiro da empresa recebeu uma ligação de uma pessoa que se apresentou como integrante da área de tecnologia de uma instituição bancária.
Durante a conversa, a vítima foi induzida a fornecer credenciais de acesso à conta corrente da empresa.
Após conseguirem os dados, os criminosos teriam realizado sete transferências bancárias não autorizadas, causando um prejuízo total de R$ 424.700.
Dinheiro teria sido espalhado por várias contas
A investigação financeira identificou que, após as transferências, os valores teriam sido rapidamente pulverizados por diferentes contas bancárias.
A Polícia Civil descreve o esquema como uma estrutura “em cascata”. Inicialmente, o dinheiro teria passado por contas utilizadas apenas para receber e transferir os recursos, sendo esvaziadas ainda no mesmo dia.
Posteriormente, os valores foram encaminhados a outros beneficiários por meio de novas transferências eletrônicas.
Com autorização judicial para análise dos dados bancários e financeiros, os investigadores avançaram na identificação dos envolvidos e na movimentação dos recursos.
Celulares, cartões e dinheiro apreendidos
Durante a Operação Firewall, as equipes policiais apreenderam celulares, cartões bancários e valores em espécie.
A Justiça também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados, limitado ao montante do prejuízo identificado na investigação.
Os envolvidos são investigados pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa.
A Polícia Civil informou que a operação faz parte das ações integradas entre forças de segurança de diferentes estados para identificar e desarticular grupos envolvidos em crimes patrimoniais praticados por meios eletrônicos.
A prisão realizada em Sorriso integra os desdobramentos da operação iniciada no dia anterior. O nome do investigado preso no município não foi divulgado nas informações encaminhadas ao JK.
O caso segue sob investigação.
