Na última sessão extraordinária da Câmara Municipal de Vereadores de Boa Esperança do Norte, realizada na quarta-feira (28), quatro parlamentares votaram contra a liberação da verba do Governo do Estado destinada à construção do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no município. A decisão causou forte repercussão, sobretudo por se tratar do município mais jovem do Brasil, com apenas um ano de emancipação, que ainda estrutura sua rede básica de políticas públicas.
Votaram contra a aprovação da liberação dos recursos os seguintes vereadores: Sidnei da Piratininga (DC), candidato mais votado de seu partido, eleito com 356 votos; Daniele Peters (DC), professora, eleita com 207 votos; Professora Joana (DC), eleita por média, com 111 votos; e Izaqueu Andrade (DC), eleito igualmente por média, com 102 votos, garantindo participação na Câmara Municipal.
Chama atenção o posicionamento do vereador Izaqueu Andrade, que foi o autor do projeto solicitando a construção do CRAS no município, mas que, no momento decisivo da votação para a liberação da verba estadual — etapa indispensável para a execução da obra —, optou por votar contra a construção do equipamento público. A contradição entre a autoria da proposta e o voto contrário na liberação dos recursos gerou questionamentos sobre a coerência e o compromisso com a pauta social apresentada anteriormente.
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O CRAS é a principal porta de entrada da política de assistência social no Brasil. É nele que famílias em situação de vulnerabilidade têm acesso a serviços essenciais, como acompanhamento familiar, orientações, encaminhamentos para benefícios sociais, fortalecimento de vínculos e prevenção de situações de risco social. Para um município recém-emancipado como Boa Esperança do Norte, a implantação do CRAS representa mais do que uma obra: é a consolidação de uma rede mínima de proteção social, capaz de atender crianças, idosos, mulheres e famílias que necessitam do amparo do poder público.
A rejeição da verba estadual para a construção do CRAS levanta um debate necessário sobre prioridades legislativas e responsabilidade social. Em um cenário de formação institucional, decisões como essa impactam diretamente o futuro do município e a qualidade de vida da população. A comunidade agora cobra explicações e transparência dos parlamentares que se posicionaram contra um equipamento considerado estratégico para o desenvolvimento humano e social de Boa Esperança do Norte.
