Um homem, de 58 anos, procurou a polícia e o JK para denunciar que teria pago R$ 6 mil a uma advogada de Boa Esperança do Norte para cuidar de seu pedido de aposentadoria. Segundo ele, três anos depois da contratação, nenhum processo teria sido protocolado.
O morador contou que procurou o escritório da profissional há aproximadamente três anos. Na ocasião, após analisar sua documentação, a advogada teria afirmado que ele já reunia condições para requerer o benefício e que a aposentadoria poderia ser concedida dentro de um ou dois anos.
De acordo com a vítima, durante o primeiro ano a advogada ainda respondeu a alguns contatos e informou que o pedido estaria sendo encaminhado, embora não houvesse novidades. Posteriormente, segundo o homem, ela teria deixado de responder às mensagens e de atender às ligações.
Diante da falta de informações, o homem afirma ter procurado outro advogado para consultar a situação. Conforme seu relato, não foi localizado processo judicial nem pedido de aposentadoria registrado em seu nome.
“Venho entrando em contato várias vezes, pedindo o número do processo para poder acompanhar. Consultei outro advogado e ele entrou no sistema, mas não encontrou nenhum processo de aposentadoria em meu nome”, relatou.
O morador afirma que enfrenta problemas de saúde, incluindo dores na coluna e hérnia de disco, condições que estariam dificultando suas atividades diárias e profissionais. Por isso, pretende contratar outro advogado para analisar sua documentação e dar início ao pedido de aposentadoria.
A vítima também solicita a devolução dos R$ 6 mil que afirma ter pago à advogada. Em uma mensagem encaminhada à advogada, ele declarou que não pretende cobrar juros ou qualquer valor adicional, mas apenas receber de volta a quantia entregue pelo serviço que, segundo sua versão, não foi realizado.
“Eu preciso me aposentar. Estou com problema de saúde, problema de coluna e hérnia de disco. Como não foi dada entrada no processo, vou procurar outro advogado. Só quero que seja devolvido o dinheiro que paguei”, afirmou.
O caso deverá ser apurado pelas autoridades. A eventual responsabilidade criminal, civil ou disciplinar da profissional somente poderá ser estabelecida após investigação e garantia do direito de defesa.
O JK Notícias mantém o espaço aberto para que a advogada, caso ela queira se manifestar.
