Um homem foi preso preventivamente após ser denunciado por estupros praticados durante vários anos contra duas irmãs. Conforme a Polícia Civil, os abusos teriam ocorrido quando as vítimas ainda eram crianças.
A denúncia foi apresentada na última quinta-feira, depois que uma das vítimas conseguiu relatar o que havia sofrido. Durante esse processo, ela tomou conhecimento de que a própria irmã também teria sido vítima do mesmo homem.
Devido à gravidade das informações, a Polícia Civil iniciou imediatamente as diligências. O pedido de prisão preventiva foi apresentado à Justiça na sexta-feira e cumprido no sábado. O investigado permanece à disposição do Poder Judiciário.
Segundo a Delegada Layssa Crisóstomo, o suspeito não possuía parentesco com as vítimas, mas era uma pessoa próxima da família e tinha acesso à residência. Ele teria se aproveitado da vulnerabilidade das crianças e, em algumas ocasiões, oferecido presentes como forma de aproximação.
A vítima decidiu romper o silêncio após passar a enfrentar intenso sofrimento psicológico. Ela relatou os abusos a uma pessoa de confiança, que posteriormente procurou a polícia.
“Ela chegou a um ponto em que não aguentou mais. Estava sofrendo muito psicologicamente e acabou contando os fatos para alguém de confiança”, explicou a autoridade policial.
Os familiares teriam tomado conhecimento das denúncias praticamente ao mesmo tempo em que a Polícia Civil começou a atuar. As identidades das vítimas não serão divulgadas, em respeito à legislação e para preservar sua integridade.
Polícia alerta para mudanças de comportamento
A Polícia Civil reforçou a importância de familiares, professores e profissionais que convivem diariamente com crianças e adolescentes observarem possíveis mudanças de comportamento.
De acordo com a instituição, escolas contam com fichas de comunicação que funcionam como um canal direto com a polícia. O mecanismo permite informar alterações comportamentais ou outros sinais que possam indicar situações de violência.
A orientação é para que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente à rede de proteção ou às autoridades policiais. A denúncia rápida pode interromper os abusos, garantir atendimento às vítimas e permitir que o caso seja investigado.
O homem é investigado, e a prisão preventiva não representa condenação definitiva. O procedimento continua sob responsabilidade da Polícia Civil.
